Lutar, lutar, lutar

 

 

A esperança em dias melhores tem que manter-se. A crise rodeia-nos, cerca-nos mas não é invencível.
A mentira politiqueira do costume continua na mó de cima. O autismo governamental vai ter continuidade.
As conquistas de Abril estão em causa. Estamos a assistir a uma guerra sem qualquer contemplação contra aquilo que foram as melhorias que o país teve com o 25 de Abril

E há que pensar se as palavras recentes de Otelo Saraiva de Carvalho sobre a hipótese de os militares fazerem outro golpe de Estado não começam a fazer sentido. Vasco Lourenço, outro militar de Abril, coloca o dedo na ferida e, em entrevista ao jornal I, diz que “quem tenha a sorte de participar numa revolução já se pode dar por muito satisfeita, mas é evidente que muitas vezes olho para a situação e apetece-me fazer alguma coisa”.

Refere ainda o presidente da Associação 25 de Abril que “a democracia está doente há muito tempo e não é esta a democracia que eu quero e, a continuarmos assim, o ciclo da democracia está a encerrar-se no mundo”.

Perante tudo isto, resta-nos a luta, restam-nos as palavras de protesto. Resta-nos o vivermos em desassossego e nunca, nunca mesmo, “atirarmos a toalha ao chão”.

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publicado por António Veríssimo às 15:16 link do post | comentar | favorito