Reforma administrativa local

 

A reforma Administrativa Local está a encontrar imensas resistências e dificuldades de se concretizar.
A democracia é actualmente dominada pela economia e a palavra poupar é moda e faz jus à sua concretização.
A organização do país tem que ser adaptada à realidade actual , mais racional, mais eficiente , mais moderna e dar condições de resposta às necessidades das populações.
Porém há o problema do exemplo que tem que vir de cima , que deve servir como modelo,deve ser imitado,funcionar como um espelho e lição.
O Estado tem feito cortes mas continua a ser um péssimo exemplo. O governo deve fazer o que impõe ao poder local e aos cidadãos . O exemplo deve vir de cima e de cima para baixo , mas é sempre de baixo e os mais fracos que são atingidos
Como sabem há um excesso de autarcas e ninguém quer perder o seu feudo: temos 308 presidentes de Câmara ; 4262 presidentes de Junta de Freguesia . No total com deputados municipais de Câmara , freguesia e vereadores ( 2045) . São mais de 50.000
Vai-se diminuir às freguesias - o elo mais fraco , mas não se fala em fundir Câmaras.
Dever-se-ia transformar as muitas freguesias do interior em um pólo centralizado de serviços aproveitando edifícios do Estado em que englobasse ,por exemplo: correios , centro de saúde, multibanco, escola,serviços administrativos, etc. , e o que mais fosse útil às populações.
Nas cidades e centros urbanos extinguia pura e simplesmente todas as freguesias e muitas câmaras.
Esta reforma administrativa tem que ser feita , a ver , uma futura regionalização, do meu ponto de vista.

JOAQUIM JORGE/CLUBE DOS PENSADORES

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publicado por António Veríssimo às 10:29 link do post | comentar | favorito