Segunda-feira, 28.11.11

UMAR apresenta dados sobre mulheres assassinadas em 2011

A UMAR apresentou esta quinta-feira, Dia Internacional pela Eliminação da Violência Doméstica, os dados relativos ao Observatório de Mulheres Assassinadas e referentes ao ano de 2011. Até dia 11 de novembro do presente ano, registaram-se 23 homicídios, 39 tentativas de homicídio e 62 vítimas associadas.
Foto de Pachakutik, Flickr.
Foto de Pachakutik, Flickr.

 

O Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA) da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) registou, até ao dia 11 de novembro, um total de 23 mulheres assassinadas no contexto da conjugalidade e relações de intimidade. O número de tentativas de homicídio registados pelo OMA no mesmo período foi, por sua vez, de 39. Foram ainda contabilizadas 62 vítimas associadas (vítimas diretas e indiretas), 13 das quais nos homicídios e 49 nas tentativas de homicídio.

No documento apresentado neste Dia Internacional pela Eliminação da Violência Doméstica, a UMAR defende que “é possível diminuir a violência que é dirigida às mulheres, com consequências diretas na redução da taxa de prevalência dos homicídios e de tentativas de homicídio” e que “a lei não é, de per si, instrumento suficiente para impedir a prática de crimes e a reiteração de condutas criminosas”, sendo que “a sociedade, no seu conjunto, terá de querer e agir no sentido da eliminação e tolerância zero a quaisquer situações de violência”.

A UMAR sublinha ainda que “a prevenção, a solidariedade, uma educação para a igualdade de género e para a cidadania ativa, bem como, a ampliação de recursos e meios de forma consistente e continuada, são fundamentais” e que “uma justiça célere, eficaz no que tange à penalização dos agressores, a medidas e penas que tenham impacto direto e concreto na vida dos agressores e, medidas de proteção com impacto efetivo na vida das vítimas, servirão mais os princípios de prevenção geral e específica pretendidos pelas normas jurídicas”.

É necessário, para esta organização, “dar sinais mais claros de intolerância perante a prática dos crimes de violência doméstica que estão também na base da maioria das situações de homicídios e tentativas de homicídio na conjugalidade e relações de intimidade” e “reforçar a informação de que a violência doméstica é um crime público, que podemos denunciá-lo e que todos e todas temos a responsabilidade de intervir para lhe pôr termo”.

A UMAR reitera ainda a necessidade de:

- reforçar as medidas de polícia nas situações de violência doméstica;

- aplicar instrumentos de avaliação de risco;

- promover e decretar medidas de coação adequadas e em tempo útil;

- potenciar a monitorização das medidas de coação aplicadas e promover a vigilância eletrónica das mesmas;

- aumentar as medidas de fiscalização preventivas no combate à posse ilícita de armas;

- desenvolver estratégias que visem a penalização dos agressores e não a revitimação das vítimas.

 

ESQUERDA

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GREVE GERAL: A POSIÇÃO DO PCTP/MRPP


I
Cerca de três milhões de trabalhadores portugueses estiveram durante todo o dia de
ontem, 24 de Novembro de 2011, directa ou indirectamente empenhados, em todo o país,
num dos mais encarniçados combates travados, nas últimas três décadas, contra a
exploração capitalista e contra um dos seus mais reaccionários governos de sempre: o
governo de traição nacional do PSD/CDS, beneficiário do apoio silencioso e oportunista do PS de José
Seguro.
Neste combate, os operários e demais trabalhadores portugueses obtiveram uma
vitória importante e impuseram à burguesia capitalista, ao seu governo de traição
nacional e à Tróica germano-imperialista uma primeira derrota significativa.
A greve geral de 24 de Novembro de 2011 conferiu ao povo trabalhador português
uma legitimidade sociológica revolucionária que destruiu a pretendida legitimidade
eleitoral do governo Coelho/Portas e da política de terror e de latrocínio que tem vindo a
aplicar contra o povo.
Tal é o balanço político genérico que é justo fazer da greve geral nacional de 24 de
Novembro de 2011.
II
Como se sabe, a greve geral nacional de ontem, tal como a greve geral de Novembro
de 2010, foi convocada pelas duas centrais sindicais, pela linha sindical Luta-Unidade-Vitória,
pela esmagadora maioria dos sindicatos e organizações sindicais portuguesas e pelos
partidos políticos que se reclamam da esquerda, sempre com o silêncio atroador do
Partido Socialista de Sócrates, no ano passado, e de Seguro, este ano.
Gozou também a greve geral nacional de ontem do apoio de novas plataformas
políticas em formação, tais como o Movimento de 12 de Março e o Movimento dos
Indignados.
Todas estas forças políticas e sindicais compartilham com os três milhões de
trabalhadores portugueses a vitória que estes obtiveram e regozijam-se com a derrota
desferida sobre os inimigos de classe.
III
Cumprirá, todavia, salientar aqueles que são os aspectos mais significativos da
vitória de ontem, o primeiro dos quais é a enorme progressão do número de operários e
trabalhadores envolvidos nesta greve, por comparação com o número que esteve
envolvido na greve anterior, ainda que se não disponha de números exactos sobre a
matéria e se deva responsabilizar por essa falta a má organização dos nossos sindicatos.
De qualquer modo, a vitória política mais retumbante foi conquistada pelos
operários e trabalhadores do sector público dos transportes, que obtiveram em quase
todo o país, com excepção das regiões autónomas, uma paralisação muito próxima dos
cem por cento, mesmo tendo em conta os golpes ilegítimos do tribunal arbitral sobre a
determinação dos serviços mínimos.
Esta importantíssima vitória liquidou completamente o reaccionário projecto governamental
de reestruturação do sector, mas nem por isso devem os trabalhadores afrouxar
na organização e intensificação da sua luta, sendo certo que têm agora melhores
condições para vencer o inimigo e derrotar os seus planos do que tinham na semana
passada.
Outra vitória importantíssima da greve geral, por comparação com a greve de 2010,
está em que a classe operária e outros trabalhadores dos sectores produtivos privados
levaram também a greve a esses sectores, nomeadamente nos distritos de Lisboa, Setúbal
e Leiria, com a organização de piquetes de greve nas fábricas, o que há muito tempo se não via.
Os professores e, sobretudo, os alunos do ensino superior obtiveram um sucesso
grevista absolutamente inesperado nas principais universidades do país (Minho, Porto,
Coimbra e Lisboa), e os jovens ficaram assim disponíveis para apoiarem com vivacidade e
coragem as concentrações e desfiles dos trabalhadores grevistas.
Finalmente, e para ficarmos pelos sucessos mais importantes, a participação maciça
de desempregados e reformados nas manifestações representam o apoio de forças que,
pela própria natureza das coisas, costumam andar arredias dos locais da greve, mas que
ontem marcaram uma presença pujante nas ruas e nos piquetes de greve das suas antigas fábricas.
Piquetes de greve que estiveram mais bem organizados do que na greve anterior e
com sucesso absoluto nos casos dos controladores aéreos, do Metropolitano de Lisboa,
dos trabalhadores portuários de Lisboa, Leixões e Matosinhos, entre outros, e que em
determinadas empresas (STCP e Metro do Porto, TAP, Carris na Musgueira e em Santo
Amaro, e Vimeca) travaram duros combates contra umas quantas tentativas de furagreves,
estas protegidas e auxiliadas por provocadores da polícia.
IV
Mas houve também, na greve de ontem, erros políticos graves, que devem ser
identificados e imediatamente corrigidos, embora a correcção de alguns deles, oriundos
do oportunismo, não possa contar com facilidades.
E o maior de todos os erros está na linha política errónea das duas centrais sindicais:
CGTP e UGT.
Estas duas centrais, antes que se pusessem de acordo para convocar a greve geral,
perderam perto de um ano.
E quando, finalmente, a convocaram, por consequência de uma pressão das massas
trabalhadoras que se lhes tornou intolerável, tentaram a todo o custo afastar da greve
todo e qualquer objectivo político revolucionário, limitando as finalidades da luta a meras
medidas economicistas de baixo perfil político.
Na verdade, qual era o objectivo político da greve de ontem no intuito das centrais
sindicais? Nunca o disseram claramente, mas nunca foi com certeza, porque a isso se opuseram
sempre e veementemente, nem o derrubamento do governo de traição nacional,
nem a substituição por um governo de esquerda democrático patriótico, nem sequer
afrontar abertamente a política de terror e ladroagem da Tróica germano-imperialista.
O real objectivo da greve (político, como se vê, mas reaccionário), só ontem à tarde,
em conferência de imprensa, o declararam os secretários-gerais das duas centrais
sindicais:
“Ou o governo e o patronato acabam com o faz de conta da Concertação Social e
apresentam uma agenda concreta para negociar o aumento do investimento e do
emprego, a promoção da negociação colectiva e o combate à economia paralela e à
fraude fiscal ou então haverá muita conflitualidade laboral”!...
Mas então convoca-se uma greve geral nacional, mobilizando a luta directa ou indirecta
de três milhões de trabalhadores, apenas para acabar com o faz-de-conta da Concertação
Social, quando a Concertação Social jaz morta e enterrada, definitivamente, desde a
data da imposição do memorando da Tróica?!...
É evidente que não.
V
A greve geral de ontem demonstrou que as duas centrais sindicais não representam
já, mesmo em conjunto, o universo da massa trabalhadora portuguesa. Para além da linha
sindical Luta-Unidade-Vitória, ainda modesta nos seus efectivos, há um número cada vez
maior de sindicatos e outras estruturas sindicais independentes ou que não se revêem na
linha política e organizativa das duas centrais sindicais (Intersindical e UGT).
E, por outro lado, surgem, cada mais vigorosas, novas formas de organização política
de massas, sobretudo entre os jovens, que têm de ser levadas em conta e apoiadas, mas
que as centrais sindicais desprezam, como bem se verificou na manifestação de ontem,
em que as duas centrais arrancaram com a sua manifestação do Rossio para S. Bento,
deixando para trás, no Marquês de Pombal, a manifestação (bem maior que a das centrais
sindicais) das plataformas dos Indignados e do 12 de Março, e fugindo de S. Bento quando
a maior manifestação mal tinha acabado de chegar.
As centrais sindicais, e até os próprios partidos políticos tradicionais, têm de
entender as razões do aparecimento destas novas plataformas de unidade e de luta
políticas, sendo certo que o maior disparate que podem fazer é menosprezá-las e
hostilizá-las, como aconteceu no dia da greve geral de 24 de Novembro de 2011.
Em futuras greves gerais – e é preciso começar desde já a preparar a próxima! – terá
de constituir-se uma direcção nacional da greve, onde todas as estruturas sindicais e
outros movimentos grevistas estejam devidamente representados, para que se possam
tomar decisões democráticas em conjunto.
Sem uma estrutura política de direcção desta natureza não haverá nunca em
Portugal, nas condições actuais de organização política e sindical das massas
trabalhadoras, uma verdadeira greve geral nacional.
VI
Uma greve geral nacional não é, como parece pensarem Carvalho da Silva e João
Proença, um convite para jantar.
Uma greve geral nacional é uma jornada de luta e de combate – como, em parte, foi
a jornada de ontem – mas que deve estar preparada e organizada, nomeadamente com
piquetes de greve dotados de instruções muito claras e precisas, para imporem, mesmo
pela força, sempre que necessário, a legalidade da própria greve, tal como os
trabalhadores a decidiram e entenderam nos plenários democráticos em que a discutiram
e a convocaram.
Com greves de baixo perfil político e de baixa combatividade como, ao arrepio dos
próprios sentimentos e das próprias ideias expressas pela esmagadora maioria dos trabalhadores,
pretendem as duas centrais sindicais, apenas interessadas, como se verificou já,
em reactivar a Concertação Social, não é possível impor uma derrota política duradoura à
Tróica e ao seu governo em Portugal.
É precisamente por causa destes erros políticos e de organização, que têm sistematicamente
caracterizado a linha geral das duas centrais sindicais, que a greve de ontem,
muito embora mais vasta, mais abrangente, mais ampla, mais combativa do que a greve
do ano passado, não pode ainda, em boa verdade, caracterizar-se como uma greve geral
nacional.
Em primeiro lugar, porque não abrangeu ainda a generalidade (o que não é o mesmo
que totalidade) das grandes empresas e fábricas do sector privado e, em segundo lugar,
porque ainda não alcançou, desta vez também, importantes zonas do território português,
como foi o caso das regiões autónomas dos Açores e da Madeira e do interior da parte
continental do país, inclusive, a fraca participação no Alentejo.
Tudo isto demonstra que, por si sós, as duas centrais sindicais são incapazes de
mobilizarem o país para uma greve geral nacional.
As centrais sindicais são necessárias para esse efeito, mas são manifestamente insuficientes.
Este assunto deve ser amplamente debatido entre os trabalhadores portugueses, em
espírito de unidade e com total liberdade de expressão, se se quer, como efectivamente se
pretende, o reforço da linha política, organizativa e de massas do movimento operário em Portugal.
VII
A luta continua! E continua porque, apesar da importante vitória de ontem, os trabalhadores
e o povo português não alcançaram ainda os seus objectivos principais: derrubar
o governo da Tróica germano-imperialista em Portugal e liquidar a sua política de terror e
de latrocínio dos portugueses.
O ano de 2012 será um ano de múltiplos combates, cada vez mais duros e mais encarniçados.
Não podemos vencer o inimigo se, como cumpre, não começarmos desde já por
fazer em todos os sindicatos e nos locais de trabalho, em espírito de unidade e de
discussão democrática, um balanço sério e aprofundado da greve de ontem.
Corrigidos os erros e reforçada a unidade na luta, os operários, os trabalhadores em
geral, os jovens, os reformados, os funcionários públicos, os professores, os estudantes,
em suma, o povo português vencerá!
Lisboa, 25.11.2011


O Comité Central do PCTP/MRPP

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Quarta-feira, 23.11.11

MANIFESTO "AMIGOS MAIORES QUE O PENSAMENTO"


I. Tempos de borrasca invadem-nos a alma!
Ainda assim, cada pedaço, cada fresta do nosso imaginário comum continua,
teimosamente, a esvoaçar ao encontro dos desafios que geram o nosso descontentamento.
Por rotas seculares, em ladeiras escorregadias, palmilhando carreiros de esperança… por todas as formas de andar de cabeça erguida… a humanidade tem vindo a calcorrear, pedra a pedra, calçada a calçada, o devir de um novo mundo.
Foi com essa inquietação, com essa incessante busca do homem livre, que o Zeca e o Adriano se alistaram em combate…
II. Sabemo-lo e orgulhamo-nos disso: José Afonso e Adriano Correia de Oliveira foram exemplos de cidadania política, cultural e social. Tinham uma capacidade de intervenção indiscutível que, ainda hoje, pode e deve servir de estímulo para todos quantos não abdicam das causas da liberdade e da dignidade humana.
Conscientes de que a intervenção activa e intencional deve ser parte indissociável da vida, Zeca e Adriano nunca deixaram de ser militantes a tempo inteiro nas causas em que acreditavam, sempre com espírito de solidariedade, de generosidade, da vida colectivamente partilhada. Fizeram das cantigas os hinos de que precisávamos para melhor falarmos dos nossos anseios e aspirações, para lutarmos por uma sociedade livre e verdadeiramente democrática.
A concretização dos nossos sonhos é diariamente ameaçada e sentimos bem real e
concreta a necessidade de manter desfraldadas ao vento as bandeiras que ergueram.
Queremos que a postura e a mensagem destes e de outros homens amigos maiores que o pensamento - sejam cada vez mais conhecidas e que continuem a servir-nos de inspiração nos caminhos da nossa luta colectiva. Com Zeca e Adriano reafirmamos: há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!
III. Num tempo que nos exige respostas firmes, o projecto AMIGOS MAIORES QUE O PENSAMENTO pretende contribuir activamente para a divulgação da vida e obra destes homens, não numa perspectiva saudosista, porque percebemos a necessidade de redefinir e diversificar as formas de acção, mas como ponto de partida consensual: a cultura é uma arma e o legado cívico e cultural que nos deixaram estes amigos são exemplo e estímulo para a estrada que temos de percorrer.
Em 2012, faz, respectivamente, 25 e 30 anos que José Afonso e Adriano Correia de Oliveira decidiram pegar na trouxa e zarpar. Usemo-los como pretexto de celebração propulsor da convergência necessária entre todos os que vieram por bem e quiserem lutar por um mundo melhor, porque é tempo de ir para a rua gritar!
Cantos velhos, cantos novos; lutas velhas, lutas novas… Unidos pelos tons maiores dos nossos sonhos, pelo arco-íris da diversidade, estaremos juntos e não nos deixaremos esmorecer… mesmo quando os ventos não prestem ou as marés não convenham.
Em 2012, juntos seremos, como o foram e sempre serão o Zeca e o Adriano,

AMIGOSMAIORES QUE O PENSAMENTO!

Entidades subscritoras
do Projecto:

ABC-Piano Bar, S.Mamede de Infesta, Matosinhos
ABRIL- Associação Regional para a Democracia e o Desenvolvimento, Lisboa
Alagamares-Associação Cultural, Sintra
A Presença das Formigas, Vila do Conde
Associação Cultural Convento de San Payo, V.N. Cerveira
Associação 25 de Abril (delegação norte), Porto
Associação Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, Lisboa
Associação Cultural A Cadeira de Van Gogh, Porto
Associação Cultural "Saco de Gatos", Gato Vadio, Porto
Associação Cultural e Recreativa "As Formigas de Macieira", Macieira da Lixa.
Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto
Associação José Afonso (núcleo do norte)
Associação José Afonso (núcleo região de Aveiro)
Associação "Os Carrilanos", Castrelo do Val, Ourense/Galiza
Bar Liceum - Porriño , Galiza
Bar SVBVRA, Braga
Blog "Diário de Felgueiras"
Café Marinhos, Porto
Café Pedra Nova, Porto
Café Cultural, Senhora da Hora, Matosinhos
Casa dos Açores do Norte, Porto
Casa do Povo da Longra, Longra, Felgueiras
Casa Viva, Porto
Centro Artístico, Cultural e Desportivo Adriano Correia de Oliveira, Vila Nova de Gaia
Centro de Música Tradicional - Sons da Terra, Sendim, Miranda do Douro
Centro InterculturaCidade, Lisboa
Chamaste-m’ó? Porto
Círculo de Arte e Recreio, Guimarães
Colectivo Mumia Abu-Jamal, Lisboa
Colectivo "Xestal", Galiza/Portugal
Colectivo "Zeca Afonso", Galiza/Portugal
Confederação Portuguesa das Colectividades da Cultura, Recreio e Desporto
Confraria Atlântica do Chá, Porto
CulturDança- Escola de Danças, Vila Nova de Gaia
Cultureprint-Cooperativa Cultural, Porto
De Outra Margem, Galiza/Portugal
do Imaginário Associação Cultural, Évora
d'Orfeu Associação Cultural, Águeda
Doze Arte Livre Grupo de Teatro, S. Mamede de Infesta - Matosinhos
Duo "Xico de Carinho/Humberto Herédia", Galiza
Enfarte - colectivo de intervenção artística, Barcelos
EsferaNegra - Associação Cultural, Barcelos
Fantocheiro – Grupo de Teatro, Maia, Matosinhos
FENPROF- Federação Nacional dos Professores
Fundação Escultor José Rodrigues, Porto
Galeria Porto Oriental, Porto
Gentalha do Pichel, Santiago de Compostela, Galiza
Grupo "Cantadores da Rusga/ Música Tradicional", Lisboa
Grupo "Canto D´Aqui", Braga
Grupo Coral Canto Décimo, Ovar
Grupo Musical "Rolada Infantl", Galiza
Grupo Coral Vox Populi, S. P. da Cova
Honeysound, Barcelos
Jornal " Mudar de Vida", Lisboa
Lefre de Caldereta - Asociación Cultural - Ferrol, Galiza
Loja do Júlio - Livraria , Guimarães
Mares Navegados, Portugal
"mc" - Mundo da Canção, Porto
Movimento "Precários Inflexíveis"
Oficina de Teatro de Almada - Associação, Almada
Orfeão de Matosinhos
Origem Tradicional (secção de música folk/tradicional do Grupo
Cultural de S. Mamede Este - Braga)
Palmilha Dentada- Companhia de Teatro, Porto
Projecto Carl Orff - Educação Musical, Matosinhos
Projecto Cultura e Cidadania, Mira.
Projecto "Uma Vontade de Música", Porto
Restaurante "O Bispo", Seixal
Roda:Mola - Teatro Infantil e de Marionetas de Barcelos
Sapato 43 - Associação Cultural para a Construção do Conhecimento pela Arte, Porto
Seiva Trup- Teatro Vivo, Porto
Sindicato dos Professores do Norte
Site - StreetArt, Portugal
Sment - Plataforma Artística, Barcelos
Sociedade Cultural “Na Virada” , Cangas do Morrazo - Galiza
Tane Timor-Associação Amparar Timor, Porto
Teatro "A Barraca", Lisboa
Teatro Art’Imagem, Porto
Teatro Ensaio, Porto
Terra Viva - Associação de Ecologia Social, Porto
Tertúlias Itinerantes, Felgueiras
Tertúlia Liberdade, Lisboa
Tocándar - Grupo de Percussão, Marinha Grande
Unicepe - Coop. Livreira de Est. do Porto, CRL, Porto

Adesões individuais:

Agostinho A. G. Gralheiro, Aveiro
Albano A. Veiga Viseu, Mirandela
Alberto Gonçalves, Gondomar
Alda Sousa, Porto
Alexandra Mota, Crestuma
Alexandre Basto, Braga
Alípio de Freitas, Alvito
Amândio Silva
Ana França, Mafra
Ana Gaspar, Lisboa
Ana Ribeiro, S. Mamede Infesta
Anabela Cardoso Almeida M. Lima, Aguada de Baixo-Águeda
Anita Vilar, Setúbal
António Abel Neto, Porto
António Alfredo dos Santos Poeiras, Barreiro
António Carlos Domingues Rebelo, Rio Tinto- Gondomar
António Pimenta, Azeitão-Setúbal
António Pinto de Paiva, V. F. de Xira
Antonio Sequeira, Setúbal
António Veríssimo, Mira
Aristides Silva, Graciosa - Açores
Artur Queiróz, Luanda-Angola
Avelino Tavares, Porto
Bernardo Vilas Boas, Porto
Carlos A. P. F. Henriques, Barcelos
Carlos Carvalho, Porto
Carlos Heitor da Silva, S. António dos Cavaleiros, Loures
Carlos Jorge Azevedo Silva, Aveiro
Carlos Trincão, Tomar
Catarina Ribeiro G. Rodrigues, Maia
Célia Neves, Setúbal
Cesar Santos Matos, Região de Mafra
César Santos Silva, Porto
Cristiano J. M. da Silva Cardoso, Lousada
Cristina R. Oliveira Pinto, Esposende
Daniel Pereira
Daniel Saavedra, S. Mamede Infesta
Dilma Maria S. Ferreira Baudoin M. Lopes, Santarém
Eduarda Vieira, Porto
Elias Cachado Rodrigues, Santarém
Elísio Silva, Espinho
Emanuel Rodrigues, Senhora da Hora- Matosinhos
Emanuel Sardo, Aveiro
Eugénia Vaz, Lisboa
Fátima Rodrigues, Vila Nova de Gaia
Fátima Santos, Bloomfield - EUA
Fernando Ilídio Ferreira, Braga
Fernando Lacerda, Vila Nova de Gaia
Filipe da Silva Carvalho, Seixal
Francisco Fernandes, V. N. de Gaia
Giampaolo Olivieri, Carrara-Itália
Gil Filipe M. Pinto, S. Paulo, Brasil
Helder Costa, Lisboa
Helena Carmo, Agualva-Cacém
Henrique Barreto Nunes, Braga
Henrique Borges, Porto
Henrique Marques, Azeitão-Setúbal
Herculana Martins, Faro
Honório Marques, Lisboa
Isabel Damião, Vila Nova de Gaia
Isabel M. Silva Luis Fonseca, Coimbra
Isabel Pereira dos Santos, Aljezur
Isaura Pinho, Porto
Jacinto Rodrigues, Esposende
Jaime Gralheiro, São Pedro do Sul
João António L. F. Correia, Santarém
João Carlos Callixto, Lisboa
João Luís B. Rodrigues, F. da Foz
Joao Quaresma, Leça do Balio
Jorge António C. dos Santos, Porto
Jorge Pinto, Amarante
Jorge Sequeiros, Porto
Jose António dos Santos Rodrigues
José António Sousa
José Casimiro Ribeiro, Guimarães
José Fanha, Venda do Pinheiro
José Luís Bouça Nova, Vila do Conde
José Luís Guimarães, Porto
Jose Manuel Caseiro N. Bandeira, Leiria
José Manuel Lopes Cordeiro, Braga
José M. L. Gonçalves, Castelo Branco
Jose Manuel Tavares Rebelo, Porto
José Soeiro, Porto
Judite Almeida, Porto
Júlio Ramos Oliveira, Matosinhos
Leonel Cabrita, Queluz-Lisboa
Lucia de Almeida Alves, Porto
Luís Ângelo Fernandes, Lousada
Luis Coelho, Montijo
Luis Eugénio de Oliveira Peres, Porto
Luís Filipe Malha de Almeida Valente, Luz de Tavira
Luís Filipe de Freitas Salreta, Cascais
Luísa Gomes, Barcelos
Malbina Gonçalves, Porto
Manuel Dominguez, Galiza
Manuel Freire, A-dos-Negros, Óbidos
Manuel Grangeia, Famalicão
Manuel Matos
Manuel Vilas Boas
Manuela Cristina G. Esperança, Porto
Manuela Terrasêca, Porto
Margarida Monteiro, Aveiro
Maria Amélia da C. Lopes, V. N. de Gaia
Maria Azenha, Coimbra
Maria de Fátima Gomes, Valbom
Maria do Céu Gerra, Lisboa
Maria do Céu Nogueira, S. João da Madeira
Maria Emília da Conceição Moura Pereira, Forte da Casa
Maria Guadalupe Magalhães Portelinha, Lisboa
Maria Isabel Coelho, Joana- Fundão
Maria Jose Belbut, Lisboa
Maria José M. Isidro Aragonez, Lisboa
Maria Teresa da Costa M. Abrantes, Leça do Balio- Matosinhos
Mónica Ramôa, Covilhã
Natércia Alves Pacheco, Porto
Nise Maria C. de Miranda, V. N. de Gaia
Paulo Esperança, Porto
Paulo Sucena, Lisboa
Pedro Barroso, Riachos
Pedro Fidalgo Machado , Matosinhos
Pedro Goulart, Lisboa
Pedro Torres M. de Oliveira, Braga
Raul Calado, Lisboa
Rosa Claro, Caldas da Raínha
Rosa Oliveira, Esposende
Rui Cardeira
Rui Mota , Lisboa
Rui Pato, Coimbra
Rui Pinto, Chaves
Ruio Viana, Viana do Castelo
Santiago Cuevas, Astúrias
Teodósio Alcobia, Agualva-Cacém
Teresa Lemos
Tino Flores, Guimarães
Vítor Calé Solteiro, Espinho
Vitor Sarmento, Seixal
Xabier Paz, Vigo - Galiza
Xico de Carinho, Cangas do Morrazo-Galiza.
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Segunda-feira, 21.11.11

Sobram razões para ir à luta

A Greve Geral a realizar no próximo dia 24 de Novembro, está a ser construída em unidade nos locais de trabalho, rejeitando interesses particulares e assumindo a defesa dum projecto de sociedade que garanta e respeite a dignidade dos trabalhadores, dos desempregados, dos reformados, dos precários e de todos e todas que não aceitam como inevitável o assalto austeritário que este Governo e a troika estão a levar a cabo contra a grande maioria do povo. Sabemos que o caminho da brutal austeridade que nos querem impor não leva a nenhuma saída favorável à maioria dos cidadãos e só agrava as muitas desigualdades já existentes e diminui substancialmente as condições de vida dos que vivem do trabalho, como está bem à vista na Irlanda e muito particularmente na Grécia. Hoje a Greve Geral em nada se compara com qualquer clima insurreccional, nem pretende derrubar de imediato o Governo. Representa um enorme e forte protesto social e é feita pela nossa dignidade. Fazemos a Greve Geral: * Porque rejeitamos empobrecer para pagar uma dívida que não é nossa e por isso exigimos uma auditoria cidadã e a sua renegociação. Não devemos pagar o preço duma crise que é dos bancos e do sistema. * Porque a precariedade não é um processo natural de emprego, mas sim politicamente orientado e por isso reversível. Não nos resignamos ao trabalho sem direitos. * Porque em nome da competitividade, querem desvalorizar e reduzir os custos do trabalho. * Para defender os salários directos e indirectos e assim permitir que o consumo das famílias tenha um nível que lhes permita não cair na pobreza ou mesmo na miséria. * Para que o horário de trabalho não seja aumentado e a sua organização não passe exclusivamente para as mãos do patrão, retirando aos trabalhadores o direito a conciliar a sua actividade profissional com a vida familiar. Esta medida nem sequer para o “pagamento da dívida” serviria, mas unicamente para encher os bolsos dos patrões. Não aceitamos regressar ao século XIX. * Contra a redução das indemnizações por despedimento que o Governo quer aplicar a todos os contratos. * Contra a diminuição da protecção social dos desempregados. * Contra o roubo dos subsídios de Natal e Férias e os cortes nos salários dos trabalhadores da Administração Pública e do Sector Empresarial do Estado. * Contra o aumento do desemprego, cuja taxa oficial no 3º Trimestre de 2011 subiu para 12,4% (689.600), mas em termos efectivos são de 18,2% ou seja 1.042.600 homens e mulheres e destes só 296.300 recebiam subsídio de desemprego no final de Setembro. Não esgotámos todas as medidas elencadas pelo Governo e troika para piorar as nossas vidas e já nos sobram razões para ir à luta e fazermos uma grande Greve Geral, que tudo aponta será maior ainda que a realizada em 2010. Percebemos que esta política de ajuste de contas com o 25 de Abril de 1974, verdadeiramente irresponsável em termos económicos e conduzida de forma ideológica leva à destruição do Estado Social e a um minorar da democracia. Esta é uma razão acrescida para fazermos a Greve Geral. Nesta Greve Geral, vamos também afirmar que há políticas alternativas e exequíveis que defendem o emprego, melhoram salários e pensões, garantem a protecção social universal e uma mais justa distribuição da riqueza. Esta Greve Geral será ainda um forte contributo para que no espaço europeu a luta pelo crescimento económico, contra o desemprego se reforce e seja dado mais um passo na articulação e convergência das lutas dos trabalhadores e povos da Europa. Por tudo isto no dia 24 de Novembro vamos fazer Greve Geral e manifestar nas praças e nas ruas, que são nossas, a força da nossa razão.

 

Francisco Alves, dirigente sindical

A COMUNA

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Politica e coisas piores

 

1-Perante o que se passa em Portugal estou perplexo , atónico e confuso
2- Como foi possível chegar a este estado de coisas?
3- A política foi substituída literalmente pela economia , deste modo não é preciso governo poupava-se muito dinheiro.
4- Somos governados via Europa por uns tecnocratas e sem comentários.
5- Actualmente em Portugal só se fala de economia, crise, dívida, resgate, troika, etc.
6- Eu não sei? Mas depois do 25 de Abril os portugueses foram constantemente traídos.
7- A codicia, os crimes de colarinho branco,a ambição , manipulação injusta fez o resto.
8- Tento arranjar explicações e não consigo perceber o sentido de certas coisas que aconteceram.
9- Sinto que vivemos numa guerra de sobrevivência sem armas e sem canhões.
10- Que mais nos irá acontecer?

 

Joaquim Jorge

Clube dos Pensadores

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Sexta-feira, 18.11.11

Oito portos paralisados na Greve Geral

Os portos de Lisboa, Setúbal, Aveiro, Figueira da Foz, Funchal, Ponta Delgada, Horta e Praia da Vitória irão estar paralisados na Greve Geral de 24 de Novembro de 2011.

Segundo o jornal “Diário Económico” desta quarta feira, as administrações portuárias nacionais também estarão paralisadas a 24 de Novembro.

A Greve Geral já foi convocada pela Fesmarpor - Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários e pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações e Juntas Portuárias. Tanto a federação como este sindicato são entidades independentes, não filiadas na CGTP nem na UGT. A federação representa cerca de 4.000 trabalhadores do setor.

No comunicado do pré-aviso, a Fesmaspor defende: “Mudanças profundas no OE; o combate à desregulação laboral, à redução nos subsídios de desemprego e uma retribuição das horas extraordinárias; o respeito pelos direitos dos trabalhadores; a defesa do Estado Social; o combate às tentativas de imposição do aumento do horário de trabalho; o combate ao aumento das desigualdades sociais, do desemprego e da pobreza e exclusão social; o combate ao aumento da precariedade laboral”.

O presidente da Fesmarpor, Alexandre Delgado, declarou ao jornal: "Em Lisboa, a consequência do nosso pré-aviso de greve será a paralisação total do porto. Este pré-aviso de greve foi decretado para todos os portos, mas para o porto de Leixões não respondemos porque os sindicatos são diferentes".

Segundo o “Diário Económico”, não se sabe ainda qual será a participação dos trabalhadores dos portos de Sines e de Leixões na Greve Geral. Em Sines, no dia 24 de Novembro celebra-se o feriado municipal, pelo que a atividade do porto será sempre limitada.

 

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publicado por António Veríssimo às 09:05 link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 14.11.11

A LUTA CONTRA O TABAGISMO

A luta contra o tabagismo tem vindo a acentuar-se nos últimos tempos e Lourdes Barradas, coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia veio defender uma maior restrição da lei do tabaco.
Para além desta posição, são públicas outras posições sobre o tabaco que é maléfico para a saúde dos fumadores e não só. Aqueles que estejam perto de um fumador também são prejudicados. São os denominados fumadores passivos.
Estando perto o Dia do Não Fumador, 17 de Novembro, vem a talhe de foice lembrar que tabaco é a principal causa de morte prematura, calculando-se que cada cigarro diário, reduz um ano na esperança de vida de um fumador regular.
A nicotina, um dos principais componentes do tabaco, é um estimulante potente. Alguns segundos após a inalação do fumo, a nicotina alcança o cérebro e estimula a produção de adrenalina. A libertação desta substância, produz um aumento do ritmo cardíaco e da pressão arterial. A dependência causada pela nicotina é equivalente à da heroína ou da cocaína.
Por isso, as lutas diárias que se travam contra o tabagismo merecem aqui nota positiva.

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publicado por António Veríssimo às 16:18 link do post | comentar | favorito

Lutar, lutar, lutar

 

 

A esperança em dias melhores tem que manter-se. A crise rodeia-nos, cerca-nos mas não é invencível.
A mentira politiqueira do costume continua na mó de cima. O autismo governamental vai ter continuidade.
As conquistas de Abril estão em causa. Estamos a assistir a uma guerra sem qualquer contemplação contra aquilo que foram as melhorias que o país teve com o 25 de Abril

E há que pensar se as palavras recentes de Otelo Saraiva de Carvalho sobre a hipótese de os militares fazerem outro golpe de Estado não começam a fazer sentido. Vasco Lourenço, outro militar de Abril, coloca o dedo na ferida e, em entrevista ao jornal I, diz que “quem tenha a sorte de participar numa revolução já se pode dar por muito satisfeita, mas é evidente que muitas vezes olho para a situação e apetece-me fazer alguma coisa”.

Refere ainda o presidente da Associação 25 de Abril que “a democracia está doente há muito tempo e não é esta a democracia que eu quero e, a continuarmos assim, o ciclo da democracia está a encerrar-se no mundo”.

Perante tudo isto, resta-nos a luta, restam-nos as palavras de protesto. Resta-nos o vivermos em desassossego e nunca, nunca mesmo, “atirarmos a toalha ao chão”.

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publicado por António Veríssimo às 15:16 link do post | comentar | favorito

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