Quarta-feira, 29.08.12

"AMIGOS MAIORES QUE O PENSAMENTO" , 15 DE SETEMBRO, EM MIRA

No dia 15 de Setembro, Mira vai ser palco do encontro de subscrritores do Projecto "Amigos maiores que o pensamento" que se insere na Festa da Cultura e da Cidadania que decorre entre este dia e o dia 20 de Outubro.

PROGRAMA DAS FESTAS/15 DE SETEMBRO


13h 30m – ALMOÇO: PIZZARIA TICO-TICO, RUA TEÓFILO BRAGA, 88, (PREÇO POR PESSOA 6 EUROS E 50 CÊNTIMOS)- inscrições para veripress@gmail.com ou escritaecombate@sapo.pt.
15H – APRESENTAÇÃO DO LIVRO "PROVAS DE CONTACTO" | AMIGOS MAIORES QUE O PENSAMENTO | CAFÉ ALIANÇA, RUA TEÓFILO BRAGA,3, COM RUI PATO.
16h 30M – REUNIÃO DE SUBSCRITORES: CAFÉ ALIANÇA.
Esta iniciativa faz parte do programa da FESTA DA CULTURA E DA CIDADANIA que se insere no Projecto "AMIGOS MAIORES QUE O PENSAMENTO".
tags:
publicado por António Veríssimo às 11:21 link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 12.03.12

QUE A LUTA SE AUTO-ORGANIZE

Toda a luta deve ser auto-organizada. Com aqueles que sofrem os mesmos problemas que nós, podemos criar grupos, assembleias, movimentos, e lutar directamente, sem recurso a intermediários, tendo ao nosso lado apenas iguais, não renunciando a métodos, que continuam a provar a sua eficácia, como as manifestações, as concentrações, e, acima de tudo, a solidariedade e o apoio-mútuo entre os que estão em luta.
tags:
publicado por António Veríssimo às 14:32 link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 27.01.12

RESISTÊNCIA CONTRA A CENSURA

Em Dezembro último, a polícia grega prendeu 19 pessoas. Um ano antes, em Novembro, a polícia portuguesa prendeu 42 pessoas. Foi-lhes instaurado um processo judicial, apesar de libertadas horas depois. Acusação invariável: desobediência à autoridade. Motivo real: manifestação de opinião, de repúdio pela morte do jovem grego Alexis assassinado pela polícia três anos antes e de contestação à cimeira da Nato em Lisboa.
Estes são meros exemplos do que tende a regularizar-se no nosso mundo, no nosso tempo. Mas apenas queremos falar aqui do lado pragmático da questão, o que tem a ver com dinheiro, necessário para enfrentar custas de tribunal em cada caso instaurado pela censura. Que não se fica pela detenção de pessoas em manifestações, passa também por processos de despejos, como o que o CCL (Centro de Cultura Libertária, em Almada) teve de enfrentar há pouco tempo. De causas ideológicas que preservam a individualidade, dignidade e liberdade, aquelas que exigem fraternidade e solidariedade, a bem da igualdade.
Por isso e para isso, a CasaViva criou uma Caixa de Resistência, que passa a receber uma parte dos donativos de cada concerto ou iniciativa na casa. O que não impede que a casa não continue a acolher benefits exclusivos por causas em particular. Para angariar uns guitos, a imaginação ajuda: sandes, bolos, bebidas, t-shirts, pins, zines... A caixa está sempre disponível para aceitar ofertas solidárias, para as desembolsar quando justificável. E que nunca nos falte resistência!
tags:
publicado por António Veríssimo às 11:22 link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 26.01.12

ATÉ À VITÓRIA FINAL

Se alguém tinha dúvidas que as desfaça. De corte em corte, de feriados e não só, estes políticos que nos desgovernam estão a dar a machadada final nas conquistas de Abril e em tudo o que Abril representa. O feriado do 1º de Maio pode ser a seguir.

Mas não perdem por esperar: a luta está na rua, os homens e mulheres que prezam a liberdade não atiram nunca "a toalha ao chão".

Indignados, fartos destes senhores que, há mais de 30 anos, fazem a delapidação do país, estamos na rua a lutar. E somos muitos, somos milhões, os que não ficam em casa e gritam contra este regime caduco, opressor e fascizante. Por tudo aquilo que se conquistou com o 25 de Abril, marcharemos. Até à vitória final.

tags:
publicado por António Veríssimo às 18:57 link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 19.12.11

Falsos Recibos Verdes: Qual é a situação actual?

Os falsos recibos verdes são uma das faces mais visíveis da precariedade. São centenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras a quem está a ser negado um contrato de trabalho, num escandaloso incumprimento da lei. Para quem trabalha ficam todas as tormentas e nenhuns direitos. Por não ser celebrado o contrato de trabalho devido, o despedimento pode ocorrer a qualquer momento, não é reconhecido o direito aos subsídios de férias e Natal e as contribuições para a Segurança Social ficam apenas a cargo do trabalhador. Ou seja, estar a falsos recibos verdes é não poder falar com o patrão sobre as condições em que trabalhamos porque temos medo de sermos despedidos, é trabalhar mesmo quando estamos doentes ou quando temos de dar apoio à família, é não termos direito a férias, é não termos direito a seguro de trabalho pago pela entidade empregadora, e, se nos despedirem, não termos direito a subsídio de desemprego.
Somos muitos e muitas nesta condição e toda a gente conhece alguém que esteve, está ou vai estar nestas condições. A legislação até prevê a obrigatoriedade de celebração de contratos de trabalho nas situações de trabalho por conta de outrem. O facto óbvio é que existe um incumprimento generalizado da lei, depois de décadas de impunidade e falhanço total da fiscalização. Hoje, a justiça laboral em Portugal, é practicamente inexistente.
A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) é a instituição do Estado que tem competências para fiscalizar as relações laborais, para que todos e todas possam trabalhar com direitos, condições e segurança. Mas, actualmente, se a ACT verificar que alguém está a falsos recibos verdes apenas elabora um relatório, não sendo o patrão faltoso obrigado a realizar um contrato com o trabalhador e a tratar da sua situação junto da Segurança Social e das Finanças. Assim, muitas pessoas, depois da visita da ACT, são despedidas e, se resolvem levar a situação ao Tribunal do Trabalho, o seu processo demora em média cerca de 2 anos. Ou seja, o infractor, que já é a parte mais forte da relação laboral, é claramente beneficiado.
Que solução propõe a “Lei Contra a Precariedade”? (Artigo 2º)
A “Lei Contra a Precariedade” ataca este problema pela raiz. Se a ACT detectar alguém a trabalhar a falsos recibos verdes deve informar imediatamente o Tribunal do Trabalho, que inicia um procedimento rápido para reconhecimento da relação laboral. Os prazos são tão urgentes como as vidas que estão em jogo, sem negar as devidas garantias às duas partes envolvidas.
Ao contrário do que acontece actualmente, perante os indícios fortes de falso trabalho independente, o trabalhador acede de imediato ao contrato de trabalho. Os direitos chegam no tempo certo, ou seja, quando a chantagem do despedimento arbitrário é mais forte e nos impede de exigir o contrato a que temos direito. Cria-se assim um mecanismo para que a lei seja cumprida, protegendo, como deve ser, a parte mais frágil da relação laboral.
tags:
publicado por António Veríssimo às 11:38 link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 02.12.11

ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA

 

Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira (nascido em Avintes a 9 de Abril de 1942 onde faleceu a 16 de Outubro de 1982), foi um músico português.

Intérprete do Fado de Coimbra e elemento da geração de cantores da resistência ao Estado Novo, conhecida como música de intervenção, cresceu no seio de uma família tradicionalista católica. Concluído o ensino liceal no Porto foi para Coimbra em 1959, estudando Direito. Foi repúblico na Real Repúbica Ras-Teparta, solista no Orfeon Académico de Coimbra, fez parte do Grupo Universitário de Danças e Cantares e do Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra e tocou guitarra no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica de Coimbra. Pouco depois editava o primeiro EP, acompanhado por António Portugal e Rui Pato lançando, em 1963, o seu primeiro disco de vinil, Fados de Coimbra, que continha Trova do vento que passa, balada fundamental da sua carreira, com poema de Manuel Alegre, transformado numa espécie de hino do movimento estudantil de contestação ao regime.

Militante do Partido Comunista Português, a partir da década de 1960, envolveu-se nas greves académicas de 1962 e concorreu à Direcção da Associação Académica de Coimbra, numa lista apoiada pelo Movimento de Unidade Democrática (MUD).

Em 1967 gravou o vinil Adriano Correia de Oliveira, que entre outras canções tinha Canção com lágrimas.

Quando lhe faltava uma disciplina para terminar o curso de Direito, trocou Coimbra por Lisboa, trabalhando no Gabinete de Imprensa da Feira Industrial de Lisboa e como produtor da Editora Orfeu. Em 1969 editou O Canto e as Armas tendo todas as canções poesia de Manuel Alegre. Nesse mesmo ano ganhou o Prémio Pozal Domingues. No ano seguinte sai o disco de vinil Cantaremos e em 1971 Gente d'Aqui e de Agora, que marca o primeiro arranjo, como maestro, de José Calvário, que tinha vinte anos. José Niza foi o principal compositor neste disco que precedeu um silêncio de quatro anos, recusando-se Adriano a enviar os textos à Censura.

Em 1975 lançou Que Nunca Mais, com direcção musical de Fausto e textos de Manuel da Fonseca. Este vinil levou a revista inglesa Music Week a elegê-lo como Artista do Ano.

Fundou a Cooperativa Cantabril e publicou o seu último álbum, Cantigas Portuguesas, em 1980. No ano seguinte, numa altura em que a sua saúde já se encontrava degradada, rompeu com a direcção da Cantabril e ingressou na Cooperativa Era Nova. Em 1982, com quarenta anos, num sábado, dia 16 de Outubro, morreu em Avintes, nos braços da mãe, vitimado por uma hemorragia esofágica.

 

tags:
publicado por António Veríssimo às 16:11 link do post | comentar | favorito

Declaração de Princípios Associação Internacional dos Trabalhadores - Secção Portuguesa (AIT-SP)

O que é a AIT-SP?

 

     1. A AIT-SP é uma associação independente de trabalhadores que procuram intervir directamente, isto é, sem representantes ou intermediários de qualquer espécie, na defesa dos seus interesses económicos, sociais e culturais.
     Com esta aliança os seus aderentes pretendem constituir, em Portugal, uma vasta e forte Confederação de Sindicatos baseada efectivamente no respeito pela dignidade de cada produtor, uma união de sindicatos que não sejam meros apêndices ou correias de transmissão de forças exteriores ao mundo laboral (partidos políticos, por exemplo), nos quais os trabalhadores não sejam substituídos, no âmbito da defesa dos seus interesses particulares, por uma burocracia sindical.
      
     2. A prática desta aliança baseia-se nos problemas concretos e nos interesses, imediatos e mediatos, dos trabalhadores. A sua acção visa, simultaneamente, a melhoria, no quadro do sistema social vigente, das condições de vida dos trabalhadores e a total emancipação desta classe social.
     Não deixando de lutar pela melhoria imediata das condições em que vive a população laboriosa, esta aliança procura que os trabalhadores adquiram, através da sua prática sindical, a capacidade de proceder a uma transformação completa do actual meio social. A edificação de uma sociedade assente no COMUNISMO LIBERTÁRIO, a substituição da organização autoritário-capitalista por uma CONFEDERAÇÃO DE COMUNAS LOCAIS, ECONÓMICAS, IGUALITÁRIAS E LIBERTÁRIAS, constitui o objectivo final ou global da AIT-SP.

     3. A AIT-SP defende, em teoria e na prática, a união social, livre e solidária de todos os trabalhadores.
     A AIT-SP opõe-se a toda e qualquer forma de mediatização das lutas dos trabalhadores e considera que um ataque a uma parte do proletariado é um ataque a todos os proletários. A utilização do método da ACÇÃO DIRECTA e o recurso à arma da SOLIDARIEDADE constituem dois aspectos essenciais da prática sindical da AIT-SP.
     A AIT-SP recorre à greve geral activa e a outros meios de luta próprios do anarco-sindicalismo.

     4. Baseando-se na oposição de interesses que caracteriza a sociedade capitalista, e tendo como método de luta a acção directa, a AIT-SP recusa-se a participar na chamada concertação social e critica a intervenção do governo nos conflitos sociais que opõem os trabalhadores ao patronato.
     A AIT-SP não faz quaisquer acordos de cooperação com organizações sindicais que, colocando os interesses gerais da economia capitalista acima dos interesses específicos dos trabalhadores, atribuem ao governo o papel de árbitro dos conflitos laborais, e, consequentemente, integram os órgãos da chamada concertação social.

     5. A AIT-SP defende a existência de uma total liberdade de associação sindical e luta contra todas as medidas, governamentais ou patronais, que visem limitar o exercício do direito à greve.
     A AIT-SP defende que os trabalhadores possam fazer pleno uso das liberdades fundamentais: liberdade de reunião, de associação, de expressão do pensamento, de manifestação, de recurso à greve, etc.
     A AIT-SP é solidária com todos os trabalhadores que, devido à sua participação nas lutas laborais, são objecto da repressão governamental e/ou patronal.

     6. A acção da AIT-SP desenrola-se num terreno completamente exterior ao das disputas eleitorais e das lutas parlamentares. A AIT-SP não participa em qualquer tipo de luta política nem faz quaisquer acordos com organizações de carácter político. Particularmente, esta aliança não faz quaisquer acordos de cooperação com organizações que, embora se auto-intitulem libertárias, defendem a participação dos trabalhadores anarquistas e anarco-sindicalistas nas disputas eleitorais e procuram integrar-se no seio da democracia representativo-burguesa.
     A defesa dos interesses económicos, sociais e culturais dos trabalhadores constitui a única preocupação da AIT-SP.

     7. A AIT-SP é uma associação internacionalista. Ela defende a existência de uma solidariedade prática entre os trabalhadores do mundo inteiro. Sendo internacionalista, a AIT-SP é, consequentemente, anti-militarista. A AIT-SP opõe-se a que os trabalhadores sejam carne para canhão das guerras inter-Estados e inter-capitalistas, que se matem uns aos outros, para defender interesses capitalistas ou de Estados Nacionais.
     À divisão da sociedade humana em Estados Nacionais e à competição económica capitalista, a AIT-SP opõe a união pelo LIVRE ACORDO de todos os povos, países e regiões do mundo, na base da supressão do trabalho assalariado e da instauração de uma efectiva IGUALDADE SOCIAL.
     A AIT-SP combate todas as manobras da classe dirigente e exploradora (nacionalismos, racismos, etc) que visam dividir a classe trabalhadora.

     8. A AIT-SP dá uma especial atenção à defesa dos interesses das camadas pobres e laboriosas mais exploradas e discriminadas: mulheres trabalhadoras, jovens em condições de trabalho precário, desempregados,"deficientes", trabalhadores reformados, etc.

     9. No seio desta aliança não existem funções ou cargos remunerados. Nesta aliança não há lugar para burocratas sindicais, ou melhor, para especialistas da defesa de interesses alheios. Para a AIT-SP a emancipação dos trabalhadores só pode ser obra deles próprios.

     10. Esta aliança baseia-se nos princípios do federalismo libertário. A AIT-SP rejeita todo e qualquer tipo de coacção ou imposição, de minorias ou maiorias, ou seja, baseia-se no princípio da autonomia dos indivíduos e suas associações livres, e assenta no princípio da liberdade de associação e de desassociação, na ajuda-mútua voluntária, na livre conjugação de esforços e na solidariedade entre todos os seus membros.
     O funcionamento e a actividade desta aliança baseiam-se em PACTOS ou ACORDOS LIVRES, elaborados nas suas diversas assembleias (locais, regionais e inter-regionais). Nalguns casos e nalguns órgãos deliberativos, é admissível, se não se chegar a um consenso, tomar-se uma decisão por maioria, se bem que nenhum aderente à AIT-SP seja obrigado a fazer algo de que discorde. A cooperação no domínio da acção sindical e a realização de acções sindicais colectivas baseiam-se unicamente no livre acordo. Os trabalhadores, as associações sindicais e as federações, de diferentes níveis, da AIT-SP, são AUTÓNOMOS. Nenhuma união federativa da AIT-SP, de âmbito local, regional ou inter-regional, deve elaborar acordos relativos às actividades do âmbito específico de acção de uma associação sindical. Uma federação da AIT-SP, de um determinado âmbito, não deve elaborar acordos respeitantes às actividades específicas dos componentes de uma união federativa de âmbito mais reduzido.
     A aplicação, no seio da AIT-SP, do princípio da autonomia não é incompatível com o cumprimento dos acordos federativos, de diferentes níveis. Uma associação sindical que adere à AIT-SP, torna-se responsável pelo cumprimento dos acordos federativos, no âmbito da sua acção. Acordos federativos respeitantes a uma determinada área, não podem ser negados por acordos federativos relativos a uma parte dessa área.
     Nas uniões federativas da AIT-SP, de diferentes âmbitos, não existem cargos com funções deliberativas ou executivas, mas sim órgãos com funções de relacionamento e orgânicas. Os órgãos federativos de relações e os órgãos sociais das associações sindicais não interferem na elaboração dos acordos relativos à prática sindical dos trabalhadores da AIT-SP.
     Os delegados das secções sindicais, os delegados das associações sindicais e os delegados das uniões federativas, de diferentes âmbitos, são meros MANDATÁRIOS. Os delegados, os elementos dos órgãos federativos de relações e os membros dos órgãos sociais das associações sindicais são eleitos, pelas respectivas assembleias ou reuniões plenárias, por um período limitado e são revogáveis a todo o momento.
     No seio da AIT-SP, um indivíduo, ou associação, não pode acumular vários cargos ou funções, e aplica-se o princípio da rotatividade na atribuição de tarefas.

     11. Podem aderir a esta aliança os trabalhadores assalariados e autónomos que concordam com o método e os meios de luta do anarco-sindicalismo e que aceitam este pacto associativo.
     Não podem aderir a esta aliança elementos do patronato, pessoas que têm assalariados por sua conta, indivíduos que exercem funções de direcção e administração de empresas, profissionais das instituições militares, policiais, judiciais e prisionais, elementos das hierarquias religiosas, burocratas sindicais, militantes de partidos, indivíduos que exercem funções de direcção nos vários organismos estatais, elementos das maçonarias, da "Opus Dei" e de outras seitas do género.
     Podem também aderir a esta associação trabalhadores reformados, desempregados e estudantes.
      
     12. A AIT-SP não depende de quaisquer ajudas financeiras de entidades que lhe sejam exteriores. A AIT-SP é também independente no domínio financeiro. As suas receitas são os donativos e as quotizações dos seus aderentes e as provenientes das suas edições de propaganda.
     Cada indivíduo aderente paga ao seu sindicato, mensalmente, uma quota cujo montante é acordado na respectiva assembleia geral. Através de quotizações regulares, acordadas nas Reuniões Plenárias, as associações sindicais locais suportam as despesas inerentes ao funcionamento dos vários comités federativos e asseguram o pagamento à AIT das quotizações da AIT-SP.
      
     13. A AIT-SP, não só apoia as liberdades que o povo português conquistou após a queda do fascismo em 25 de Abril de 1974, mas também pretende ampliá-las, sobretudo no campo económico e social.
     A AIT-SP está disposta a lutar vigorosamente contra uma eventual tentativa de restauração da ditadura derrubada em 25 de Abril de 1974.

     14. A prática sindical da AIT-SP assenta nos princípios de uma elevada moral. Os seus aderentes defendem o princípio ético da coerência entre os fins e os meios. Eles rejeitam totalmente os métodos terroristas e compulsivos, utilizados, por exemplo, pelos marxistas-leninistas e pelos nacionalistas ditos revolucionários, quer do "1° mundo", quer do "3° mundo". A revolução social que a AIT-SP preconiza, a revolução que instaurará um meio social assente na liberdade individual, na igualdade social, na cooperação pelo livre acordo, na ajuda-mútua e na solidariedade, tem um fundamento e um carácter éticos. Não só o objectivo, mas também o seu método e meios significam uma dignificação da condição humana.
tags:
publicado por António Veríssimo às 14:23 link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 28.11.11

UMAR apresenta dados sobre mulheres assassinadas em 2011

A UMAR apresentou esta quinta-feira, Dia Internacional pela Eliminação da Violência Doméstica, os dados relativos ao Observatório de Mulheres Assassinadas e referentes ao ano de 2011. Até dia 11 de novembro do presente ano, registaram-se 23 homicídios, 39 tentativas de homicídio e 62 vítimas associadas.
Foto de Pachakutik, Flickr.
Foto de Pachakutik, Flickr.

 

O Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA) da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) registou, até ao dia 11 de novembro, um total de 23 mulheres assassinadas no contexto da conjugalidade e relações de intimidade. O número de tentativas de homicídio registados pelo OMA no mesmo período foi, por sua vez, de 39. Foram ainda contabilizadas 62 vítimas associadas (vítimas diretas e indiretas), 13 das quais nos homicídios e 49 nas tentativas de homicídio.

No documento apresentado neste Dia Internacional pela Eliminação da Violência Doméstica, a UMAR defende que “é possível diminuir a violência que é dirigida às mulheres, com consequências diretas na redução da taxa de prevalência dos homicídios e de tentativas de homicídio” e que “a lei não é, de per si, instrumento suficiente para impedir a prática de crimes e a reiteração de condutas criminosas”, sendo que “a sociedade, no seu conjunto, terá de querer e agir no sentido da eliminação e tolerância zero a quaisquer situações de violência”.

A UMAR sublinha ainda que “a prevenção, a solidariedade, uma educação para a igualdade de género e para a cidadania ativa, bem como, a ampliação de recursos e meios de forma consistente e continuada, são fundamentais” e que “uma justiça célere, eficaz no que tange à penalização dos agressores, a medidas e penas que tenham impacto direto e concreto na vida dos agressores e, medidas de proteção com impacto efetivo na vida das vítimas, servirão mais os princípios de prevenção geral e específica pretendidos pelas normas jurídicas”.

É necessário, para esta organização, “dar sinais mais claros de intolerância perante a prática dos crimes de violência doméstica que estão também na base da maioria das situações de homicídios e tentativas de homicídio na conjugalidade e relações de intimidade” e “reforçar a informação de que a violência doméstica é um crime público, que podemos denunciá-lo e que todos e todas temos a responsabilidade de intervir para lhe pôr termo”.

A UMAR reitera ainda a necessidade de:

- reforçar as medidas de polícia nas situações de violência doméstica;

- aplicar instrumentos de avaliação de risco;

- promover e decretar medidas de coação adequadas e em tempo útil;

- potenciar a monitorização das medidas de coação aplicadas e promover a vigilância eletrónica das mesmas;

- aumentar as medidas de fiscalização preventivas no combate à posse ilícita de armas;

- desenvolver estratégias que visem a penalização dos agressores e não a revitimação das vítimas.

 

ESQUERDA

tags:
publicado por António Veríssimo às 11:15 link do post | comentar | favorito

GREVE GERAL: A POSIÇÃO DO PCTP/MRPP


I
Cerca de três milhões de trabalhadores portugueses estiveram durante todo o dia de
ontem, 24 de Novembro de 2011, directa ou indirectamente empenhados, em todo o país,
num dos mais encarniçados combates travados, nas últimas três décadas, contra a
exploração capitalista e contra um dos seus mais reaccionários governos de sempre: o
governo de traição nacional do PSD/CDS, beneficiário do apoio silencioso e oportunista do PS de José
Seguro.
Neste combate, os operários e demais trabalhadores portugueses obtiveram uma
vitória importante e impuseram à burguesia capitalista, ao seu governo de traição
nacional e à Tróica germano-imperialista uma primeira derrota significativa.
A greve geral de 24 de Novembro de 2011 conferiu ao povo trabalhador português
uma legitimidade sociológica revolucionária que destruiu a pretendida legitimidade
eleitoral do governo Coelho/Portas e da política de terror e de latrocínio que tem vindo a
aplicar contra o povo.
Tal é o balanço político genérico que é justo fazer da greve geral nacional de 24 de
Novembro de 2011.
II
Como se sabe, a greve geral nacional de ontem, tal como a greve geral de Novembro
de 2010, foi convocada pelas duas centrais sindicais, pela linha sindical Luta-Unidade-Vitória,
pela esmagadora maioria dos sindicatos e organizações sindicais portuguesas e pelos
partidos políticos que se reclamam da esquerda, sempre com o silêncio atroador do
Partido Socialista de Sócrates, no ano passado, e de Seguro, este ano.
Gozou também a greve geral nacional de ontem do apoio de novas plataformas
políticas em formação, tais como o Movimento de 12 de Março e o Movimento dos
Indignados.
Todas estas forças políticas e sindicais compartilham com os três milhões de
trabalhadores portugueses a vitória que estes obtiveram e regozijam-se com a derrota
desferida sobre os inimigos de classe.
III
Cumprirá, todavia, salientar aqueles que são os aspectos mais significativos da
vitória de ontem, o primeiro dos quais é a enorme progressão do número de operários e
trabalhadores envolvidos nesta greve, por comparação com o número que esteve
envolvido na greve anterior, ainda que se não disponha de números exactos sobre a
matéria e se deva responsabilizar por essa falta a má organização dos nossos sindicatos.
De qualquer modo, a vitória política mais retumbante foi conquistada pelos
operários e trabalhadores do sector público dos transportes, que obtiveram em quase
todo o país, com excepção das regiões autónomas, uma paralisação muito próxima dos
cem por cento, mesmo tendo em conta os golpes ilegítimos do tribunal arbitral sobre a
determinação dos serviços mínimos.
Esta importantíssima vitória liquidou completamente o reaccionário projecto governamental
de reestruturação do sector, mas nem por isso devem os trabalhadores afrouxar
na organização e intensificação da sua luta, sendo certo que têm agora melhores
condições para vencer o inimigo e derrotar os seus planos do que tinham na semana
passada.
Outra vitória importantíssima da greve geral, por comparação com a greve de 2010,
está em que a classe operária e outros trabalhadores dos sectores produtivos privados
levaram também a greve a esses sectores, nomeadamente nos distritos de Lisboa, Setúbal
e Leiria, com a organização de piquetes de greve nas fábricas, o que há muito tempo se não via.
Os professores e, sobretudo, os alunos do ensino superior obtiveram um sucesso
grevista absolutamente inesperado nas principais universidades do país (Minho, Porto,
Coimbra e Lisboa), e os jovens ficaram assim disponíveis para apoiarem com vivacidade e
coragem as concentrações e desfiles dos trabalhadores grevistas.
Finalmente, e para ficarmos pelos sucessos mais importantes, a participação maciça
de desempregados e reformados nas manifestações representam o apoio de forças que,
pela própria natureza das coisas, costumam andar arredias dos locais da greve, mas que
ontem marcaram uma presença pujante nas ruas e nos piquetes de greve das suas antigas fábricas.
Piquetes de greve que estiveram mais bem organizados do que na greve anterior e
com sucesso absoluto nos casos dos controladores aéreos, do Metropolitano de Lisboa,
dos trabalhadores portuários de Lisboa, Leixões e Matosinhos, entre outros, e que em
determinadas empresas (STCP e Metro do Porto, TAP, Carris na Musgueira e em Santo
Amaro, e Vimeca) travaram duros combates contra umas quantas tentativas de furagreves,
estas protegidas e auxiliadas por provocadores da polícia.
IV
Mas houve também, na greve de ontem, erros políticos graves, que devem ser
identificados e imediatamente corrigidos, embora a correcção de alguns deles, oriundos
do oportunismo, não possa contar com facilidades.
E o maior de todos os erros está na linha política errónea das duas centrais sindicais:
CGTP e UGT.
Estas duas centrais, antes que se pusessem de acordo para convocar a greve geral,
perderam perto de um ano.
E quando, finalmente, a convocaram, por consequência de uma pressão das massas
trabalhadoras que se lhes tornou intolerável, tentaram a todo o custo afastar da greve
todo e qualquer objectivo político revolucionário, limitando as finalidades da luta a meras
medidas economicistas de baixo perfil político.
Na verdade, qual era o objectivo político da greve de ontem no intuito das centrais
sindicais? Nunca o disseram claramente, mas nunca foi com certeza, porque a isso se opuseram
sempre e veementemente, nem o derrubamento do governo de traição nacional,
nem a substituição por um governo de esquerda democrático patriótico, nem sequer
afrontar abertamente a política de terror e ladroagem da Tróica germano-imperialista.
O real objectivo da greve (político, como se vê, mas reaccionário), só ontem à tarde,
em conferência de imprensa, o declararam os secretários-gerais das duas centrais
sindicais:
“Ou o governo e o patronato acabam com o faz de conta da Concertação Social e
apresentam uma agenda concreta para negociar o aumento do investimento e do
emprego, a promoção da negociação colectiva e o combate à economia paralela e à
fraude fiscal ou então haverá muita conflitualidade laboral”!...
Mas então convoca-se uma greve geral nacional, mobilizando a luta directa ou indirecta
de três milhões de trabalhadores, apenas para acabar com o faz-de-conta da Concertação
Social, quando a Concertação Social jaz morta e enterrada, definitivamente, desde a
data da imposição do memorando da Tróica?!...
É evidente que não.
V
A greve geral de ontem demonstrou que as duas centrais sindicais não representam
já, mesmo em conjunto, o universo da massa trabalhadora portuguesa. Para além da linha
sindical Luta-Unidade-Vitória, ainda modesta nos seus efectivos, há um número cada vez
maior de sindicatos e outras estruturas sindicais independentes ou que não se revêem na
linha política e organizativa das duas centrais sindicais (Intersindical e UGT).
E, por outro lado, surgem, cada mais vigorosas, novas formas de organização política
de massas, sobretudo entre os jovens, que têm de ser levadas em conta e apoiadas, mas
que as centrais sindicais desprezam, como bem se verificou na manifestação de ontem,
em que as duas centrais arrancaram com a sua manifestação do Rossio para S. Bento,
deixando para trás, no Marquês de Pombal, a manifestação (bem maior que a das centrais
sindicais) das plataformas dos Indignados e do 12 de Março, e fugindo de S. Bento quando
a maior manifestação mal tinha acabado de chegar.
As centrais sindicais, e até os próprios partidos políticos tradicionais, têm de
entender as razões do aparecimento destas novas plataformas de unidade e de luta
políticas, sendo certo que o maior disparate que podem fazer é menosprezá-las e
hostilizá-las, como aconteceu no dia da greve geral de 24 de Novembro de 2011.
Em futuras greves gerais – e é preciso começar desde já a preparar a próxima! – terá
de constituir-se uma direcção nacional da greve, onde todas as estruturas sindicais e
outros movimentos grevistas estejam devidamente representados, para que se possam
tomar decisões democráticas em conjunto.
Sem uma estrutura política de direcção desta natureza não haverá nunca em
Portugal, nas condições actuais de organização política e sindical das massas
trabalhadoras, uma verdadeira greve geral nacional.
VI
Uma greve geral nacional não é, como parece pensarem Carvalho da Silva e João
Proença, um convite para jantar.
Uma greve geral nacional é uma jornada de luta e de combate – como, em parte, foi
a jornada de ontem – mas que deve estar preparada e organizada, nomeadamente com
piquetes de greve dotados de instruções muito claras e precisas, para imporem, mesmo
pela força, sempre que necessário, a legalidade da própria greve, tal como os
trabalhadores a decidiram e entenderam nos plenários democráticos em que a discutiram
e a convocaram.
Com greves de baixo perfil político e de baixa combatividade como, ao arrepio dos
próprios sentimentos e das próprias ideias expressas pela esmagadora maioria dos trabalhadores,
pretendem as duas centrais sindicais, apenas interessadas, como se verificou já,
em reactivar a Concertação Social, não é possível impor uma derrota política duradoura à
Tróica e ao seu governo em Portugal.
É precisamente por causa destes erros políticos e de organização, que têm sistematicamente
caracterizado a linha geral das duas centrais sindicais, que a greve de ontem,
muito embora mais vasta, mais abrangente, mais ampla, mais combativa do que a greve
do ano passado, não pode ainda, em boa verdade, caracterizar-se como uma greve geral
nacional.
Em primeiro lugar, porque não abrangeu ainda a generalidade (o que não é o mesmo
que totalidade) das grandes empresas e fábricas do sector privado e, em segundo lugar,
porque ainda não alcançou, desta vez também, importantes zonas do território português,
como foi o caso das regiões autónomas dos Açores e da Madeira e do interior da parte
continental do país, inclusive, a fraca participação no Alentejo.
Tudo isto demonstra que, por si sós, as duas centrais sindicais são incapazes de
mobilizarem o país para uma greve geral nacional.
As centrais sindicais são necessárias para esse efeito, mas são manifestamente insuficientes.
Este assunto deve ser amplamente debatido entre os trabalhadores portugueses, em
espírito de unidade e com total liberdade de expressão, se se quer, como efectivamente se
pretende, o reforço da linha política, organizativa e de massas do movimento operário em Portugal.
VII
A luta continua! E continua porque, apesar da importante vitória de ontem, os trabalhadores
e o povo português não alcançaram ainda os seus objectivos principais: derrubar
o governo da Tróica germano-imperialista em Portugal e liquidar a sua política de terror e
de latrocínio dos portugueses.
O ano de 2012 será um ano de múltiplos combates, cada vez mais duros e mais encarniçados.
Não podemos vencer o inimigo se, como cumpre, não começarmos desde já por
fazer em todos os sindicatos e nos locais de trabalho, em espírito de unidade e de
discussão democrática, um balanço sério e aprofundado da greve de ontem.
Corrigidos os erros e reforçada a unidade na luta, os operários, os trabalhadores em
geral, os jovens, os reformados, os funcionários públicos, os professores, os estudantes,
em suma, o povo português vencerá!
Lisboa, 25.11.2011


O Comité Central do PCTP/MRPP

tags:
publicado por António Veríssimo às 09:53 link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 23.11.11

MANIFESTO "AMIGOS MAIORES QUE O PENSAMENTO"


I. Tempos de borrasca invadem-nos a alma!
Ainda assim, cada pedaço, cada fresta do nosso imaginário comum continua,
teimosamente, a esvoaçar ao encontro dos desafios que geram o nosso descontentamento.
Por rotas seculares, em ladeiras escorregadias, palmilhando carreiros de esperança… por todas as formas de andar de cabeça erguida… a humanidade tem vindo a calcorrear, pedra a pedra, calçada a calçada, o devir de um novo mundo.
Foi com essa inquietação, com essa incessante busca do homem livre, que o Zeca e o Adriano se alistaram em combate…
II. Sabemo-lo e orgulhamo-nos disso: José Afonso e Adriano Correia de Oliveira foram exemplos de cidadania política, cultural e social. Tinham uma capacidade de intervenção indiscutível que, ainda hoje, pode e deve servir de estímulo para todos quantos não abdicam das causas da liberdade e da dignidade humana.
Conscientes de que a intervenção activa e intencional deve ser parte indissociável da vida, Zeca e Adriano nunca deixaram de ser militantes a tempo inteiro nas causas em que acreditavam, sempre com espírito de solidariedade, de generosidade, da vida colectivamente partilhada. Fizeram das cantigas os hinos de que precisávamos para melhor falarmos dos nossos anseios e aspirações, para lutarmos por uma sociedade livre e verdadeiramente democrática.
A concretização dos nossos sonhos é diariamente ameaçada e sentimos bem real e
concreta a necessidade de manter desfraldadas ao vento as bandeiras que ergueram.
Queremos que a postura e a mensagem destes e de outros homens amigos maiores que o pensamento - sejam cada vez mais conhecidas e que continuem a servir-nos de inspiração nos caminhos da nossa luta colectiva. Com Zeca e Adriano reafirmamos: há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!
III. Num tempo que nos exige respostas firmes, o projecto AMIGOS MAIORES QUE O PENSAMENTO pretende contribuir activamente para a divulgação da vida e obra destes homens, não numa perspectiva saudosista, porque percebemos a necessidade de redefinir e diversificar as formas de acção, mas como ponto de partida consensual: a cultura é uma arma e o legado cívico e cultural que nos deixaram estes amigos são exemplo e estímulo para a estrada que temos de percorrer.
Em 2012, faz, respectivamente, 25 e 30 anos que José Afonso e Adriano Correia de Oliveira decidiram pegar na trouxa e zarpar. Usemo-los como pretexto de celebração propulsor da convergência necessária entre todos os que vieram por bem e quiserem lutar por um mundo melhor, porque é tempo de ir para a rua gritar!
Cantos velhos, cantos novos; lutas velhas, lutas novas… Unidos pelos tons maiores dos nossos sonhos, pelo arco-íris da diversidade, estaremos juntos e não nos deixaremos esmorecer… mesmo quando os ventos não prestem ou as marés não convenham.
Em 2012, juntos seremos, como o foram e sempre serão o Zeca e o Adriano,

AMIGOSMAIORES QUE O PENSAMENTO!

Entidades subscritoras
do Projecto:

ABC-Piano Bar, S.Mamede de Infesta, Matosinhos
ABRIL- Associação Regional para a Democracia e o Desenvolvimento, Lisboa
Alagamares-Associação Cultural, Sintra
A Presença das Formigas, Vila do Conde
Associação Cultural Convento de San Payo, V.N. Cerveira
Associação 25 de Abril (delegação norte), Porto
Associação Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, Lisboa
Associação Cultural A Cadeira de Van Gogh, Porto
Associação Cultural "Saco de Gatos", Gato Vadio, Porto
Associação Cultural e Recreativa "As Formigas de Macieira", Macieira da Lixa.
Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto
Associação José Afonso (núcleo do norte)
Associação José Afonso (núcleo região de Aveiro)
Associação "Os Carrilanos", Castrelo do Val, Ourense/Galiza
Bar Liceum - Porriño , Galiza
Bar SVBVRA, Braga
Blog "Diário de Felgueiras"
Café Marinhos, Porto
Café Pedra Nova, Porto
Café Cultural, Senhora da Hora, Matosinhos
Casa dos Açores do Norte, Porto
Casa do Povo da Longra, Longra, Felgueiras
Casa Viva, Porto
Centro Artístico, Cultural e Desportivo Adriano Correia de Oliveira, Vila Nova de Gaia
Centro de Música Tradicional - Sons da Terra, Sendim, Miranda do Douro
Centro InterculturaCidade, Lisboa
Chamaste-m’ó? Porto
Círculo de Arte e Recreio, Guimarães
Colectivo Mumia Abu-Jamal, Lisboa
Colectivo "Xestal", Galiza/Portugal
Colectivo "Zeca Afonso", Galiza/Portugal
Confederação Portuguesa das Colectividades da Cultura, Recreio e Desporto
Confraria Atlântica do Chá, Porto
CulturDança- Escola de Danças, Vila Nova de Gaia
Cultureprint-Cooperativa Cultural, Porto
De Outra Margem, Galiza/Portugal
do Imaginário Associação Cultural, Évora
d'Orfeu Associação Cultural, Águeda
Doze Arte Livre Grupo de Teatro, S. Mamede de Infesta - Matosinhos
Duo "Xico de Carinho/Humberto Herédia", Galiza
Enfarte - colectivo de intervenção artística, Barcelos
EsferaNegra - Associação Cultural, Barcelos
Fantocheiro – Grupo de Teatro, Maia, Matosinhos
FENPROF- Federação Nacional dos Professores
Fundação Escultor José Rodrigues, Porto
Galeria Porto Oriental, Porto
Gentalha do Pichel, Santiago de Compostela, Galiza
Grupo "Cantadores da Rusga/ Música Tradicional", Lisboa
Grupo "Canto D´Aqui", Braga
Grupo Coral Canto Décimo, Ovar
Grupo Musical "Rolada Infantl", Galiza
Grupo Coral Vox Populi, S. P. da Cova
Honeysound, Barcelos
Jornal " Mudar de Vida", Lisboa
Lefre de Caldereta - Asociación Cultural - Ferrol, Galiza
Loja do Júlio - Livraria , Guimarães
Mares Navegados, Portugal
"mc" - Mundo da Canção, Porto
Movimento "Precários Inflexíveis"
Oficina de Teatro de Almada - Associação, Almada
Orfeão de Matosinhos
Origem Tradicional (secção de música folk/tradicional do Grupo
Cultural de S. Mamede Este - Braga)
Palmilha Dentada- Companhia de Teatro, Porto
Projecto Carl Orff - Educação Musical, Matosinhos
Projecto Cultura e Cidadania, Mira.
Projecto "Uma Vontade de Música", Porto
Restaurante "O Bispo", Seixal
Roda:Mola - Teatro Infantil e de Marionetas de Barcelos
Sapato 43 - Associação Cultural para a Construção do Conhecimento pela Arte, Porto
Seiva Trup- Teatro Vivo, Porto
Sindicato dos Professores do Norte
Site - StreetArt, Portugal
Sment - Plataforma Artística, Barcelos
Sociedade Cultural “Na Virada” , Cangas do Morrazo - Galiza
Tane Timor-Associação Amparar Timor, Porto
Teatro "A Barraca", Lisboa
Teatro Art’Imagem, Porto
Teatro Ensaio, Porto
Terra Viva - Associação de Ecologia Social, Porto
Tertúlias Itinerantes, Felgueiras
Tertúlia Liberdade, Lisboa
Tocándar - Grupo de Percussão, Marinha Grande
Unicepe - Coop. Livreira de Est. do Porto, CRL, Porto

Adesões individuais:

Agostinho A. G. Gralheiro, Aveiro
Albano A. Veiga Viseu, Mirandela
Alberto Gonçalves, Gondomar
Alda Sousa, Porto
Alexandra Mota, Crestuma
Alexandre Basto, Braga
Alípio de Freitas, Alvito
Amândio Silva
Ana França, Mafra
Ana Gaspar, Lisboa
Ana Ribeiro, S. Mamede Infesta
Anabela Cardoso Almeida M. Lima, Aguada de Baixo-Águeda
Anita Vilar, Setúbal
António Abel Neto, Porto
António Alfredo dos Santos Poeiras, Barreiro
António Carlos Domingues Rebelo, Rio Tinto- Gondomar
António Pimenta, Azeitão-Setúbal
António Pinto de Paiva, V. F. de Xira
Antonio Sequeira, Setúbal
António Veríssimo, Mira
Aristides Silva, Graciosa - Açores
Artur Queiróz, Luanda-Angola
Avelino Tavares, Porto
Bernardo Vilas Boas, Porto
Carlos A. P. F. Henriques, Barcelos
Carlos Carvalho, Porto
Carlos Heitor da Silva, S. António dos Cavaleiros, Loures
Carlos Jorge Azevedo Silva, Aveiro
Carlos Trincão, Tomar
Catarina Ribeiro G. Rodrigues, Maia
Célia Neves, Setúbal
Cesar Santos Matos, Região de Mafra
César Santos Silva, Porto
Cristiano J. M. da Silva Cardoso, Lousada
Cristina R. Oliveira Pinto, Esposende
Daniel Pereira
Daniel Saavedra, S. Mamede Infesta
Dilma Maria S. Ferreira Baudoin M. Lopes, Santarém
Eduarda Vieira, Porto
Elias Cachado Rodrigues, Santarém
Elísio Silva, Espinho
Emanuel Rodrigues, Senhora da Hora- Matosinhos
Emanuel Sardo, Aveiro
Eugénia Vaz, Lisboa
Fátima Rodrigues, Vila Nova de Gaia
Fátima Santos, Bloomfield - EUA
Fernando Ilídio Ferreira, Braga
Fernando Lacerda, Vila Nova de Gaia
Filipe da Silva Carvalho, Seixal
Francisco Fernandes, V. N. de Gaia
Giampaolo Olivieri, Carrara-Itália
Gil Filipe M. Pinto, S. Paulo, Brasil
Helder Costa, Lisboa
Helena Carmo, Agualva-Cacém
Henrique Barreto Nunes, Braga
Henrique Borges, Porto
Henrique Marques, Azeitão-Setúbal
Herculana Martins, Faro
Honório Marques, Lisboa
Isabel Damião, Vila Nova de Gaia
Isabel M. Silva Luis Fonseca, Coimbra
Isabel Pereira dos Santos, Aljezur
Isaura Pinho, Porto
Jacinto Rodrigues, Esposende
Jaime Gralheiro, São Pedro do Sul
João António L. F. Correia, Santarém
João Carlos Callixto, Lisboa
João Luís B. Rodrigues, F. da Foz
Joao Quaresma, Leça do Balio
Jorge António C. dos Santos, Porto
Jorge Pinto, Amarante
Jorge Sequeiros, Porto
Jose António dos Santos Rodrigues
José António Sousa
José Casimiro Ribeiro, Guimarães
José Fanha, Venda do Pinheiro
José Luís Bouça Nova, Vila do Conde
José Luís Guimarães, Porto
Jose Manuel Caseiro N. Bandeira, Leiria
José Manuel Lopes Cordeiro, Braga
José M. L. Gonçalves, Castelo Branco
Jose Manuel Tavares Rebelo, Porto
José Soeiro, Porto
Judite Almeida, Porto
Júlio Ramos Oliveira, Matosinhos
Leonel Cabrita, Queluz-Lisboa
Lucia de Almeida Alves, Porto
Luís Ângelo Fernandes, Lousada
Luis Coelho, Montijo
Luis Eugénio de Oliveira Peres, Porto
Luís Filipe Malha de Almeida Valente, Luz de Tavira
Luís Filipe de Freitas Salreta, Cascais
Luísa Gomes, Barcelos
Malbina Gonçalves, Porto
Manuel Dominguez, Galiza
Manuel Freire, A-dos-Negros, Óbidos
Manuel Grangeia, Famalicão
Manuel Matos
Manuel Vilas Boas
Manuela Cristina G. Esperança, Porto
Manuela Terrasêca, Porto
Margarida Monteiro, Aveiro
Maria Amélia da C. Lopes, V. N. de Gaia
Maria Azenha, Coimbra
Maria de Fátima Gomes, Valbom
Maria do Céu Gerra, Lisboa
Maria do Céu Nogueira, S. João da Madeira
Maria Emília da Conceição Moura Pereira, Forte da Casa
Maria Guadalupe Magalhães Portelinha, Lisboa
Maria Isabel Coelho, Joana- Fundão
Maria Jose Belbut, Lisboa
Maria José M. Isidro Aragonez, Lisboa
Maria Teresa da Costa M. Abrantes, Leça do Balio- Matosinhos
Mónica Ramôa, Covilhã
Natércia Alves Pacheco, Porto
Nise Maria C. de Miranda, V. N. de Gaia
Paulo Esperança, Porto
Paulo Sucena, Lisboa
Pedro Barroso, Riachos
Pedro Fidalgo Machado , Matosinhos
Pedro Goulart, Lisboa
Pedro Torres M. de Oliveira, Braga
Raul Calado, Lisboa
Rosa Claro, Caldas da Raínha
Rosa Oliveira, Esposende
Rui Cardeira
Rui Mota , Lisboa
Rui Pato, Coimbra
Rui Pinto, Chaves
Ruio Viana, Viana do Castelo
Santiago Cuevas, Astúrias
Teodósio Alcobia, Agualva-Cacém
Teresa Lemos
Tino Flores, Guimarães
Vítor Calé Solteiro, Espinho
Vitor Sarmento, Seixal
Xabier Paz, Vigo - Galiza
Xico de Carinho, Cangas do Morrazo-Galiza.
tags:
publicado por António Veríssimo às 11:56 link do post | comentar | favorito

mais sobre mim

pesquisar

 

Julho 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

últ. comentários

arquivos

subscrever feeds

blogs SAPO


Universidade de Aveiro