Quinta-feira, 14.02.13

PELO DIREITO DOS ANIMAIS LUTAR, LUTAR

Numa altura em que, cada vez mais, há gente que milita na defesa dos animais também se nota que o número daqueles que maltratam os animais tem vindo a subir. 
Enquanto uns, seja nas associações, nas autarquias, nos partidos, nas redes sociais ou seja onde for, fazem tudo pela defesa e pelo bem estar dos animais, outros há que os maltratam. 
Seja em casa, seja na praça de toiros, seja no canil...há animais maltratados, há animais a quem são negados os seus direitos. 
É dever de cada um dos cidadãos conscientes dos direitos dos animais lutar contra este estado de coisas.

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Quarta-feira, 11.01.12

EMIGRAR? EMIGREM ELES

Já não é a primeira vez que um membro do governo manda os portugueses emigrar. Depois do secretário de Estado da Juventude manadar emigrar os jovens, eis que Pedro Passos Coelho, chefe do governo, manda os professores desempregados emigrar para o Brasil ou para Angola.

Fica a pergunta: porque não emigram eles e nos deixam em paz?

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publicado por António Veríssimo às 14:23 link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 14.12.11

Por que mais um partido de esquerda?

Muitos jovens e trabalhadores interrogam-se: para quê mais um partido de esquerda? Não há já partidos suficientes? O PS, o PC, o BE e até o MRPP ou o PAN não serão suficientes? Não será mais um partido que vem para dividir a já dividida esquerda? Quem ganha com esta situação não é a direita? Esta nossa crónica visa esclarecer porque temos a opinião de que, efetivamente, os partidos que existem não são satisfatórios e que faz falta um verdadeiro movimento alternativo e socialista.

Se os atuais partidos fossem suficientes e eficazes não teriam surgido movimentos alternativos de massas, em Portugal e por todo o mundo, manifestações (e acampadas) convocadas e concretizadas por cidadãos que se consideravam “à rasca” e sem representação política. Assistimos, inclusive, a uma assembleia popular, no final do último dia 15 de Outubro, por ocasião de uma manifestação internacional (com mais de 20.000 participantes em Lisboa), convocada precisamente à revelia e com a adversidade de quase todos os partidos da esquerda e mesmo sindicatos. Foi desta assembleia popular que se apelou a uma greve geral para travar Passos Coelho e a troika, porque, até aí, a CGTP, dirigida pelo PCP, nem a essa conclusão tinha chegado.

Que todos estes factos expressam uma desconfiança (e talvez um repúdio significativo) pela atual esquerda, não restam dúvidas. Mais, se passarmos em revista a política de cada um desses partidos, iremos notar porque razão um número cada vez mais maior de pessoas se divorciaram deles. Não por acaso o BE perdeu, em 5 de junho, cerca de 300.000 votos; não por acaso o PC conserva ou reduz o seu peso, nunca recuperando os números que obteve na década de 70 (por ocasião do impacto da revolução portuguesa de Abril de 1974); não por acaso ninguém vê um militante do PAN (se é que existem) em alguma manifestação; e, por fim, não por acaso o próprio MRPP, mesmo com o retrocesso eleitoral de massas do BE, não sai praticamente do mesmo registo eleitoral há dezenas de anos e não se vê sequer que tenham mais militantes, jovens então escasseiam em suas fileiras. Mas vejamos um por um o que se passa à esquerda.

Sobre o PS não nos deteremos mais do que um parágrafo. Trata-se de um partido que, (mesmo) na “oposição”, quer limitar o corte imposto pela troika e Passos Coelho a um subsídio (o outro pode ser cortado), para depois, num eventual retorno ao poder, governar tal e qual as coligações PSD/CDS-PP.

Sobre o PCP, para não ir mais atrás no tempo, para não nos referirmos que se trata de um partido que durante mais de 40 anos apoiou regimes ditatoriais e de partido único no Leste da Europa (e atualmente mantém o seu apoio a regimes como os de Cuba e China), diremos somente que, na atual conjuntura, se limita a convocar (através da mesma CGTP) uma greve geral por ano, enquanto a Grécia realiza seis ou sete para combater a austeridade. Mesmo na última, a 24 de novembro, foi a reboque de um apelo da assembleia popular já referida, com mais de 10.000 pessoas, que aprovou uma orientação que até aí nem o PCP (nem o BE, diga-se de passagem) tinham levantado: a necessidade de uma nova greve geral, bem como a suspensão do pagamento da dívida aos bancos franceses e alemães, sob pena de o país sucumbir, sem produção e emprego algum.

Por outro lado, toda a gente sabe que o PCP tem sido um sério adversário das manifestações “à rasca”, das acampadas do Rossio, das plataformas 15 de Outubro e de todas as manifestações que não são por si controladas. Todos esses factos indicam que se trata de um partido que se mantém, na sua essência, bastante autoritário e antidemocrático e com uma oposição aos governos do PS e de direita mais de retórica do que com a intenção de os travar efetivamente.

Sobre o BE, que conhecemos muito bem, trata-se um partido que prometeu muito, mas fez muito pouco. Rapidamente, as centenas de milhares de votos e a ilusão parlamentar transformaram velhos dirigentes revolucionários em simples parlamentares, com discursos e políticas institucionalizadas e coniventes com o regime e o sistema que nos governa. Senão vejamos. O BE, sobre o problema da dívida pública, tem a mesma posição do PCP: há que pagá-la. Daí ambos defenderem a renegociação. Nenhum deles tem a coragem de defender uma imediata suspensão do pagamento desta dívida imoral e injusta.

Mas, talvez, o que mais evidencia a impotência dessas duas esquerdas, BE e PC, seja a política que têm face a si próprios. Ou seja, ambos os partidos nunca se entenderam para uma unidade que pudesse disputar um governo alternativo aos do PS e da direita, apesar de terem em muitos terrenos as mesmas propostas. Unir forças para combater a direita e o PS no poder nunca o fizeram. Mais, o BE encontrou razões que a razão desconhece para apoiar o candidato de Sócrates e com essa política afundar-se a si próprio e à esquerda em geral nas últimas eleições.

O BE, valha a verdade, tem o pior dos dois partidos com que no início da sua caminhada se apresentou em alternativa: do PS recolhe a mesma estratégia e política de alianças, com Alegre, com António Costa e até a moderação programática; do PCP, recolhe o autoritarismo interno face às correntes à sua esquerda, a marginalização antidemocrática da sua expressão pública, enfim, um modelo de centralismo burocrático, típico dos partidos estalinistas. No nosso caso, não ousaram expulsar-nos mas, na prática, empurraram-nos para fora do BE. Basta ver que, a partir de 5 de junho e perante a hecatombe eleitoral, recusaram-se a convocar uma convenção extraordinária para rever auto-criticamente as políticas e, inversamente, promoveram um funcionamento interno antidemocrático e sectário, através de plenários da “Moção A” (afeta à direção), de modo a afastar literalmente todos os sectores críticos.

Do MRPP, também não ocuparemos (nesta crónica) mais do que um parágrafo. Trata-se de um partido da velha esquerda portuguesa que ainda deve conservar nas suas sedes as fotos de Estaline e Mao. Trata-se de um partido que está estagnado há décadas, não tem jovens e que oscila (como sempre, quem não se lembra do seu apoio a Ramalho Eanes, o general golpista) entre posições próximas do PS (também apoiou Alegre nas últimas presidenciais) a posições ultra-esquerdistas. É um partido que se limita a emitir comunicados, mas que nos movimentos reais pouco tem construído (ou sequer participado) para dinamizar os novos movimentos de contestação.

De toda esta realidade se pode concluir que faz falta uma nova esquerda combativa e descomprometida com o atual regime e que ponha na ordem do dia a necessidade de uma nova revolução social, de um novo 25 de Abril. Uma esquerda verdadeiramente anticapitalista, uma esquerda que desafie toda a esquerda a unir-se para enfrentar a troika e o governo da direita. Para essa tarefa nos comprometemos.

 GIL GARCIA

RUPTURA/FER

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publicado por António Veríssimo às 14:34 link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Reforma administrativa local

 

A reforma Administrativa Local está a encontrar imensas resistências e dificuldades de se concretizar.
A democracia é actualmente dominada pela economia e a palavra poupar é moda e faz jus à sua concretização.
A organização do país tem que ser adaptada à realidade actual , mais racional, mais eficiente , mais moderna e dar condições de resposta às necessidades das populações.
Porém há o problema do exemplo que tem que vir de cima , que deve servir como modelo,deve ser imitado,funcionar como um espelho e lição.
O Estado tem feito cortes mas continua a ser um péssimo exemplo. O governo deve fazer o que impõe ao poder local e aos cidadãos . O exemplo deve vir de cima e de cima para baixo , mas é sempre de baixo e os mais fracos que são atingidos
Como sabem há um excesso de autarcas e ninguém quer perder o seu feudo: temos 308 presidentes de Câmara ; 4262 presidentes de Junta de Freguesia . No total com deputados municipais de Câmara , freguesia e vereadores ( 2045) . São mais de 50.000
Vai-se diminuir às freguesias - o elo mais fraco , mas não se fala em fundir Câmaras.
Dever-se-ia transformar as muitas freguesias do interior em um pólo centralizado de serviços aproveitando edifícios do Estado em que englobasse ,por exemplo: correios , centro de saúde, multibanco, escola,serviços administrativos, etc. , e o que mais fosse útil às populações.
Nas cidades e centros urbanos extinguia pura e simplesmente todas as freguesias e muitas câmaras.
Esta reforma administrativa tem que ser feita , a ver , uma futura regionalização, do meu ponto de vista.

JOAQUIM JORGE/CLUBE DOS PENSADORES

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publicado por António Veríssimo às 10:29 link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 12.12.11

A EUROPA VISTA POR UM PROFESSOR CHINÊS

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas , ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...

10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade...

 

Prof. Kuing Yamang

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publicado por António Veríssimo às 10:46 link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 05.12.11

O MEDO DE VIVER

A nossa sociedade está dominada pelo medo. Como diz Joaquín EStefanía em "A Economia do Medo", "hoje não se trata somente dos temores tradicionais da morte, do inferno, da doença, da velhice, do terrorismo, da guerra, da fome, das radiações nucleares, dos desastres naturais, das catástrofes ambientais, mas também do medo de um novo poder denominado de ditadura dos mercados, que tende a reduzir os benefícios sociais e as conquistas da cidadania do último meio século". A ditadura dos mercados, entidade sem rosto, reduz-nos, via media, ao medo e à impotência. Todos lhe prestam vassalagem, mesmo que aparentemente a critiquem, desde os governantes europeus e nacionais aos politiqueiros da oposição moderada. E o medo impõe-se por todo o lado, "o medo é uma emoção que imobiliza, que neutraliza, que não permite actuar nem tomar decisões com naturalidade", ainda Estefanía: "os que exercem o poder submetem os medrosos e injectam-lhes a passividade e a privatização das suas vidas quotidianas, levando-os a refugiarem-se no lar". Daí que tenhamos uma sociedade ao estilo da do "Big Brother" de George Orwell onde todos desconfiam de todos, onde o companheirismo, a espontaneidade, o comunicar com o desconhecido começam a rarear. Todos se fecham na sua concha. É a sociedade-espectáculo de Guy Debord onde nos limitamos a ser espectadores de um filme que não controlamos, onde mulheres de sonho se passeiam pelos ecrãs sem que as possamos tocar. É a sociedade da compra e venda em que por detrás de uma aparencia de alguma afabilidade se escondem os monstros da ganância, da rapina, da contabilidade, do economês, do medo: do medo de ficar desempregado, do medo dos jovens não arranjarem trabalho por muito que estudem, do medo de empobrecer, do medo de gastar o que temos porque aparentemente nem sequer é nosso. Segundo Joaquín Estefanía, "para nossa desgraça isto cada dia se parece mais com a Grande Depressão. Nunca antes tão poucos deveram tanto dinheiro a tantos". Eis no que deu o capitalismo, eis no que deu a ditadura dos mercados: no medo de viver, no medo de existir. É absolutamente trágico.

 

ANTÓNIO PEDRO RIBEIRO

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Segunda-feira, 21.11.11

Politica e coisas piores

 

1-Perante o que se passa em Portugal estou perplexo , atónico e confuso
2- Como foi possível chegar a este estado de coisas?
3- A política foi substituída literalmente pela economia , deste modo não é preciso governo poupava-se muito dinheiro.
4- Somos governados via Europa por uns tecnocratas e sem comentários.
5- Actualmente em Portugal só se fala de economia, crise, dívida, resgate, troika, etc.
6- Eu não sei? Mas depois do 25 de Abril os portugueses foram constantemente traídos.
7- A codicia, os crimes de colarinho branco,a ambição , manipulação injusta fez o resto.
8- Tento arranjar explicações e não consigo perceber o sentido de certas coisas que aconteceram.
9- Sinto que vivemos numa guerra de sobrevivência sem armas e sem canhões.
10- Que mais nos irá acontecer?

 

Joaquim Jorge

Clube dos Pensadores

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publicado por António Veríssimo às 10:40 link do post | comentar | favorito

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